12.4.06

no meio da escrita

Adormeci no sofa, enquanto esperava! Estive a ver o "LOST" - serie fantastica. Acordei com frio. - Está frio não está? A primavera não começa! Ainda não se vê o verde nas árvores. Continua tudo despido. É engraçado como as árvores não têm medo de estarem nuas no Inverno, com frio, de peito aberto, e no Verão vestem-se com as suas melhores roupas e cores e andam vaidosas ao sabor do vento! O destino tem-nos dado boas direcçães nao tem? Pensei nisto enquanto esperava. Tem sabido juntar-nos quando devemos estar juntos e tem sabido separar-nos quando temos que estar separados. Como agora! Noutras alturas não teria de esperar nem 5 segundos, estarias ao pé de mim, seria a tua prioridade máxima, largavas tudo para estar ao pé de mim. OK, exagero um pouco. Nunca a largaste! Foste largando-a lentamente, como quem deixa sair a areia da palma da mão em fios de mel brilhantes e dourados ao sol. O destino tem-nos dado boas indicações não tem! Penso nisto agora que acordei com frio e vejo a tv a dizer não sei o quê e patati patató. Devemos estar separados como agora. Quando se vive com intensidade, parece que não fica nada por dizer nem por fazer. Vivemos numa noite o que casais vivem numa vida. Amámo-nos, odiámo-nos, zangámo-nos, beijámo-nos, brincámos, rimos, chorámos, troçámos um do outro, chamei-te debiloídes e tu insistias em chamar-me pote, não sei bem porquê. Para mais sou elegante. E magoava-te sabendo que te estava a magoar e tu fazias o mesmo. E fomos longe demais, tantas vezes quanto as permitidas, e voltámos para trás, e passámos a linha fina e invisível que não se deve passar e o Sol apareceu e a nossa noite acabou. Por momentos ainda pensaste que tivesse acendido a luz do quarto e imploráste-me para a apagar. - Apaga a luz, apaga a luz - gritavas. E eu foi a correr, para o interruptor, para o fazer, mas a luz estava apagada. E dei murros e pensei porquê, porquê. E descobri que a inocência acaba aí, quando se passa a linha fina e invisível. E que nada será como dantes, nunca mais. E foi uma noite que casais vivem numa vida. E o destino disfarcado de sol, não nos deixou enganar e, entrou nas frexas da janela e por todo lado havia luz, como que a indicar a direcção a seguir. E eu saí e tu saiste e eu virei para a direita como sempre fiz. Tenho o carro sempre estacionado ali, no mesmo sitio de sempre. E tu não vieste comigo como sempre vieste. Não te dei boleia como sempre fiz. Viraste a esquerda e nunca mais te vi! O destino tem nos dado boas pistas. A mim ontem apontou-me na direcção do quarto e da cama. E parei de esperar.

3.4.06

...a vida segue lá fora...

Não sei se a apanhei! Tentei... eu penso que tentei! Daqui a pouco vão me dizer se a consegui arragar ou não. Agora é que seguir em frente porque atrás vem gente